Os quatro Evangelhos nao cairam do ceu ja encadernados – eles chegaram ate nos atraves de um processo de transmissao que pode, e deve, ser examinado com o mesmo rigor historico aplicado a qualquer outro documento da Antiguidade.

Tres perguntas orientam esse exame: quando os textos foram escritos em relacao aos eventos que descrevem, quao proximas as copias que temos estao dos originais, e se os autores tinham condicao – e interesse – de relatar com precisao o que testemunharam.

A datacao mais aceita coloca os Evangelhos Sinoticos dentro da geracao que viveu os eventos, periodo curto demais para que lendas substituissem memoria historica sem contestacao de testemunhas ainda vivas.

Isso nao encerra o debate sozinho, mas desloca o onus da prova de “por que confiar” para “por que duvidar”.